Fim de semana no Porto: o que ver, onde sair e como escolher companhia

O Porto faz-se a pé, e é isso que muda tudo. Num fim de semana dá para conhecer o melhor da cidade sem apanhar um único táxi, desde que se saiba por onde começar e em que ordem. Este guia divide dois dias cheios, explica a noite portuense e ajuda a escolher companhia sem surpresas, para quem quer aproveitar a cidade e a região à volta com cabeça.

Dia 1: a Baixa e a Ribeira

Começa em cima, nos Aliados e na Rua das Flores, e deixa a cidade descer contigo até ao rio. Pelo caminho ficam a Livraria Lello, a Torre dos Clérigos e a Sé, e o São Bento, cuja estação de azulejos é dos sítios mais fotografados do país por boas razões. Chega à Ribeira ao fim da tarde, quando o sol bate no casario e no Douro, e fica por ali para o primeiro copo. É o postal do Porto, e por uma vez o postal não desilude.

Dia 2: Foz, Gaia e o vinho

Reserva a manhã para a Foz, onde a cidade encontra o mar e o passeio marítimo pede tempo e paciência. À tarde, atravessa para Gaia pela ponte Luís I, a pé no tabuleiro de cima, com a vista que justifica sozinha a viagem. Do outro lado estão as caves do vinho do Porto, e uma prova bem feita é a forma certa de fechar o dia. Se quiseres esticar a viagem para lá da cidade, há muito por descobrir a subir o rio: quem quer explorar o Douro e o Norte encontra ali vindimas, aldeias e paisagem para vários dias.

A noite do Porto

A noite portuense é compacta e essa é a sua vantagem. Um triângulo pequeno, entre a Rua Cândido dos Reis, as Galerias de Paris e a zona à volta, concentra dezenas de casas coladas umas às outras: uma com jazz na cave, outra com música brasileira, outra que é uma antiga loja com o balcão original. A dez minutos, os Aliados e a Rua das Flores dão bares mais calmos. Dá para começar num vinho do Porto branco com tónico às nove e acabar às cinco sem nunca sair a pé de um raio de dez minutos.

Se o fim de semana esticar

Nem tudo tem de ser cidade. Se sobrar um dia, ou se quiseres transformar o fim de semana numa mini-viagem, o centro do país está a um curto salto e é cheio de escapadelas de fim de semana que combinam bem com o Porto, de Coimbra a Viseu, com menos multidão e o mesmo bom comer.

Companhia sem surpresas

Seja para a noite ou para o jantar, a regra é a mesma que se aplica a tudo o resto numa cidade que não é a nossa: confiar em quem é quem diz ser. Num sítio onde há muita oferta e pouca verificação, o cuidado a escolher conta. Dá prioridade a perfis verificados, com identidade confirmada, e evita decidir à pressa por causa de uma boa fotografia. É o que separa uma boa noite de um arrependimento.

Perguntas frequentes

Dá mesmo para ver o Porto num fim de semana?

Dá, e sem correr, porque quase tudo fica perto e faz-se a pé. Dois dias chegam para a Baixa, a Ribeira, a Foz, Gaia e as caves, com tempo para uma boa refeição sem olhar ao relógio.

Vale a pena atravessar para Gaia?

Sem dúvida. A vista da ponte e do miradouro do lado de Gaia é das melhores da cidade, e é ali que estão as caves do vinho do Porto. É meia hora de caminho que vale por si só.

A noite do Porto é muito longe do centro?

Não, é o contrário. A zona de bares está no coração da cidade e concentra-se num quarteirão pequeno, por isso anda-se de casa em casa a pé, sem transportes.

Continuar a ler: guia da noite em Lisboa, férias no Algarve e o guia sobre como reconhecer fotografias falsas.

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